Francisco Faria

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  • Série Caminho da Floresta Para o Mar
    Grafite sobre papel
    Peça única
    150 X 150 cm
    2016

  • Série Caminho da Floresta Para o Mar
    Grafite sobre papel
    Peça única
    150 X 150 cm
    2016

  • Grande Paisagem Quimérica
    Grafite sobre papel
    Peça única
    115 X 187 cm
    2013

  • Série Fluxo Flow
    Grafite sobre papel
    Peça única
    140 X 100 cm
    2016

  • Série Fluxo Flow
    Grafite sobre papel
    Peça única
    140 X 100 cm
    2016

  • Nova Dispersão: Amazônia (variações Von Martius)
    Grafite sobre papel
    Peça única
    70 X 100 cm
    2014

  • Nova Dispersão: Serras do Sul (variações Von Martius)
    Grafite sobre papel
    Peça única
    70 X 100 cm
    2014

  • Nova Dispersão: Planícies do Nordeste (variações Von Martius)
    Grafite sobre papel
    Peça única
    70 X 100 cm
    2014

  • Nova Dispersão: Pantanal (variações Von Martius)
    Grafite sobre papel
    Peça única
    70 X 100 cm
    2014

  • Paisagem Quimérica - Dois Caminhos (Estudo Sobre um Tema de Leonardo Da Vinci)
    Grafite sobre papel
    Peça única
    70 X 200 cm
    2014

  • Dunas / Mar do Levante II
    Grafite sobre papel
    Peça única
    140 X 200 cm
    2013

  • "Mares do Levante I"
    Grafite sobre papel
    Peça única
    70 X 100 cm
    2012

  • "Variações Sienesas III (Praia dos Açores)
    Grafite sobre papel
    Peça única
    100 X 70 cm
    2012

  • "Variações Sienesas V (Praia dos Açores)"
    Grafite sobre papel
    Peça única
    100 X 70 cm
    2012

  • "Variações Sienesas VI (Praia dos Açores)
    Grafite sobre papel
    Peça única
    100 X 70 cm
    2012

  • "Mare Magnum # 1 (America verbera e renova sua margem grotesca)"
    Grafite sobre papel
    Peça única
    100 X 70 cm
    2013

Currículo

Artista plástico e desenhista brasileiro, que trabalha principalmente criando desenhos feitos com lápis grafite sobre papel, e também com instalações e projetos de criação de arte visual e poesia com a participação de poetas. Seus desenhos, frequentemente em grandes dimensões, versam sobre estratégias gráficas e pictóricas do gênero da paisagem, notadamente da paisagem brasileira e da América Meridional. 

Abaixo estão depoimentos de dois ex-curadores da Bienal Internacional de São Paulo, sobre o seu trabalho artítico:

“Desenvolvendo seu trabalho num estilo clássico, expresso não somente na figuração mas também no desenho virtuoso, Faria viaja com ágil erudição entre diferentes soluções e formas de abordar a Natureza, retorcendo, combinando e desconstruindo essas soluções.” 
(Agnaldo Farias, atual curador do Museu Oscar Niemeyer, em carta à Pollock-Krasner Foundation)

 “O desenhista Francisco Faria escolheu a paisagem como um tropo do pensamento visual. Seu sistema de laminação da imagem implica a práxis do desenho, as condições materiais do meio a agenciar a história do olho diante da paisagem. Retornando, em alguns projetos, a lugares visitados por viajantes estrangeiros do século XIX, Faria explora a mudança do paradigma do significante paisagístico na cultura contemporânea. [Seu] projeto para uma  poética americana  presente em seus desenhos, vem com um lastro teórico e histórico bem definido. Um olhar eurocêntrico projetado sobre a América foi sendo gradualmente polido nas fundações de um olhar americano. Não é a questão de simplesmente tomar o âmbito geográfico da América para além do nacionalismo, mas antes a de um deslocamento para um viés processo histórico. O artista sabe que permanecer à margem da História significa permanecer na fronteira do reino "produtivo" da cultura. Os ameríndios modificaram os europeus em um primeiro contato, e os negros introduziram valores pagãos e bárbaros no monumento barroco europeu na América. A contaminação gradualmente encontrou o seu caminho através dos capilares do tecido social, tecendo uma nova cultura, em um processo permanente. O Desenho fundamental de Faria, através dos olhos erráticos, lavra a excentricidade como categoria. Francisco Faria não só reavalia a história da América, mas a história da cultura ocidental. Ele revisita aquela dúvida em confronto com o real: a paisagem tropical, nos versos americanos, não está em conformidade com os parâmetros de uma Arcádia européia”.
(Paulo Herkenhoff, ex-curador MoMA, em “Laminação e Lavra”)

Abaixo um rápido texto biográfico sobre meu percurso artístico:

Francisco recebeu as primeiras noções de desenho aos 4 anos. Depois de completar a faculdade de Arquitetura, recebe o prêmio de aquisição no Salão Paranaense (1982), o prêmio no Salão Nacional de Artes Plásticas (1983) e o prêmio de viagem para os EUA da Bienal de Santos (1984). Em 1986, passa a integrar o grupo de artistas da Galeria Arco (São Paulo), de Bruno Musatti, pela qual vai à Feira Internacional de Arte de Colônia (1989), o marco inicial da participação de galerias brasileiras em feiras de arte internacionais. Realiza sua primeira individual no exterior, na Galeria do Brazilian-American Cultural Institut, em Washington (1º prêmio da Bolsa Fiat para Artes de São Paulo). Vive em Colônia, Estocolmo e Viena, retornando depois para NY. Participa de mostras em Colônia, Basel e Frankfurt pela Galeria Ülrich Gering, onde faz uma individual em 1991. Em 1992, inicia um trabalho conjunto com Josely Vianna Baptista, um work in progress que já dura mais de duas décadas, associando artes plásticas e poesia (com mostras em espaços do Brasil e do exterior e livros editados no Brasil, Estados Unidos e México). Participa das Bienais Internacionais de São Paulo e de Havana (1994) e da primeira exposição de desenho brasileiro na China, no Yan Huang Art Museum de Beijing (1995). Em 1996 integra a exposição Form und Funktion der Zeichnung Heute, no Kunstverein de Frankfurt, com os 100 mais destacados desenhistas da década, com curadoria de Peter Weiermair. Realiza várias individuais em São Paulo, Curitiba e Florianópolis. Entre 2004 e 2005, desenvolve o projeto Moradas nômades/Fímbrias, que ganha duas grandes mostras individuais, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Considerado um dos mais importantes desenhistas brasileiros contemporâneos, ganha uma mostra com dezenas de desenhos em grandes dimensões no Hyogo Prefectural Museum of Art, Japão (2008), com curadoria de Koichi Kawasaki e Tadashi Kobayashi. A mostra no museu criado por Tadao Ando, em Kobe, ocupa uma ala inteira da institutição. Em 2011 é agraciado com um grant da Pollock-Krasner Foundation, de Nova York. Realiza novas individuais em São Paulo (2007), Rio de Janeiro (2010), Porto Alegre (2013) e São Paulo (2016). É representado pela galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre desde 2009. Têm obras em acervos permanentes de instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior, entre as quais o Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba / Instituto Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro / Coleção Gilberto Chateaubriand, Rio de Janeiro / Fundação Cultural de Curitiba (Paraná, Brasil) / Prefeitura Municipal de Curitiba / Casa José Lezama Lima, Havana, Cuba / Deutsche Bank Collection, São Paulo / IBM-Brasil Collection, Curitiba / Bayer International Collection, Pittsburgh, USA, entre outras.