Túlio Pinto

Brasília, DF, Brasil, 1974

Vive e trabalha em Porto Alegre, Brasil

Túlio Pinto (1974, Brasília, DF, Brasil) trabalha a escultura no campo das forças, em detrimento do domínio da figura e da representação. Suas obras operam como sistemas de tensão real, nos quais peso, compressão e gravidade constituem a própria estrutura do trabalho. Ao reduzir a forma a elementos essenciais — vigas de aço, blocos de concreto, volumes de vidro — o artista dispensa qualquer função narrativa, concentrando-se na relação física entre os materiais. A montagem instaura um espaço relacional em que cada elemento depende do outro para manter-se em equilíbrio. A rigidez opaca do metal e do concreto contrasta com a transparência e a aparente fragilidade do vidro, e no entanto, é justamente essa oposição que sustenta a estabilidade do conjunto. Na iminência da queda, o equilíbrio não surge como metáfora, mas como condição concreta envolvendo cálculo, perigo e precisão.

Túlio Pinto realizou exposições individuais em instituições como Santander Cultural (2013, Porto Alegre); Phoenix Institute of Contemporary Art (2015, Estados Unidos); Humo Gallery (2017, Zurique, Suíça); Baró Galeria (2018, São Paulo); Galeria Piero Atchugarry (2018, Garzon, Uruguai); Galeria Senda (2018, Barcelona, Espanha); Fondamenta Sant’Apollonia e Piero Atchugarry Gallery (2019, Veneza, Itália); Millan (2020, 2022, São Paulo); Museu Oscar Niemeyer – MON (2023, Curitiba); e Cerrado Cultural (2025, Brasília).

Participou de exposições coletivas, entre as quais se destacam: “Instâncias do desenho” (2012, EAV – Parque Lage, Rio de Janeiro); “Repentista” (2014, Nosco Gallery, Londres, Inglaterra); “Mais performance” (2016, Oi Futuro Ipanema, Rio de Janeiro); “Memória e momento” (2017, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba); “Tensão e dinamismo” (2018, Piero Atchugarry Gallery, Miami, Estados Unidos); “Reagents” (2019, Complesso dell’Ospedaletto, Veneza, Itália); “Glass and Concrete” (2020, Marta Herford Museum, Herford, Alemanha); “Le soleil se lève aussi” (2021, Manifesta, Lyon, França); 13ª Bienal do Mercosul (2022, Porto Alegre); e “Coleção Sartori: A arte contemporânea habita Antonio Prado” (2022, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre).

Recebeu prêmios e distinções como o Salão de Arte de Mato Grosso do Sul (2011); Prêmio Energisa Artes Visuais (2012); ARTIGO Rio / ARTTOWN Programa de Residência Artística e 9ª Rede Nacional Funarte (2013); e 65º Salão Paranaense (2014).

Sua obra integra coleções de instituições como Museu Marta Herford (Alemanha); Fundación Pablo Atchugarry (Uruguai); Fundação María Cristina Masaveu Peterson (Espanha); Piramidón (Espanha); Coleção de Arte do Phoenix College (Estados Unidos); Instituto Figueiredo Ferraz (Brasil); Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Brasil); Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (Brasil); Museu Nacional de Brasília (Brasil); e Museu Oscar Niemeyer (Brasil).